Polícia investiga morte de gestante e bebê em Três Marias; médico foi preso
Delegacia da Polícia Civil de Três Marias Polícia Civil As circunstâncias da morte de uma mulher grávida de 30 semanas e do bebê em Três Marias estão se...
Delegacia da Polícia Civil de Três Marias Polícia Civil As circunstâncias da morte de uma mulher grávida de 30 semanas e do bebê em Três Marias estão sendo investigadas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Um médico foi preso. De acordo com informações divulgadas pela PCMG nessa quarta-feira (10), estão sendo apurados os crimes de negligência médica e omissão de socorro em relação à paciente, que tinha 29 anos, e procurou atendimento no hospital São Francisco. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp A Polícia Civil afirmou que o juiz concedeu a liberdade provisória, mediante a imposição de medidas cautelares. “As apurações tiveram início após acionamento feito pelo hospital para esclarecimento das circunstâncias envolvendo os óbitos. Conforme levantamentos preliminares, a gestante, com aproximadamente 30 semanas de gravidez, deu entrada na unidade às 20h30 de segunda-feira (8/6), apresentando quadro de pico hipertensivo. O óbito foi declarado às 5h45 do dia seguinte. Em decorrência da morte da paciente, também ocorreu o óbito fetal”, disse a PCMG. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda de acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, há suspeitas de demora no comparecimento do médico ao hospital, na avaliação da paciente e na adoção de medidas consideradas necessárias em relação ao caso. “Relatos colhidos com profissionais da unidade hospitalar indicam que o obstetra teria comparecido ao local apenas após a segunda parada cardiorrespiratória da paciente. Também foi informado que não houve realização de procedimento cesariano, circunstância que integra o conjunto de fatos analisados durante a investigação.” A polícia informou ainda que, com base nos depoimentos colhidos, em documentos, na ausência do médico durante parte do atendimento e em outros elementos, equipes da PCMG e da Polícia Militar o localizaram e o prenderam. Inicialmente, o médico foi detido em flagrante por suspeita de omissão de socorro. Já na delegacia, teve sua prisão em flagrante ratificada pela suposta prática de dois homicídios. As investigações continuam. Posicionamento da defesa Leia a nota na íntegra: "Na qualidade de defesa técnica do médico H. M. F., manifestamos preocupação com a circulação de informações incompletas, especulações e conclusões antecipadas acerca dos fatos atualmente objeto de investigação. Inicialmente, registramos nosso respeito à memória das pessoas envolvidas e nossa solidariedade aos familiares que enfrentam este momento de profunda dor. É importante destacar que a investigação ainda se encontra em fase inicial, razão pela qual a adequada compreensão dos fatos exige cautela e dependerá da análise de todos os elementos que vierem a ser produzidos e considerados pelas autoridades competentes ao longo da apuração. Também é necessário esclarecer que a atividade médica em regime de sobreaviso constitui modalidade regularmente reconhecida e regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina, não se confundindo com plantão presencial permanente nas dependências hospitalares. Trata-se de modelo amplamente utilizado em instituições de saúde públicas e privadas em todo o país. Da mesma forma, é importante registrar que o contexto assistencial objeto da investigação apresenta complexidade superior àquela que vem sendo retratada em parte do debate público, envolvendo circunstâncias e elementos que ainda serão devidamente analisados e esclarecidos no curso da investigação pelas autoridades competentes. A defesa reafirma sua confiança nas instituições responsáveis pela apuração dos fatos e recorda que a Constituição da República assegura a toda pessoa o direito à presunção de inocência, ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal. Em situações de grande repercussão social, a busca pela verdade exige que os fatos sejam examinados com a profundidade e a serenidade necessárias, à luz de todos os elementos que vierem a ser produzidos e submetidos à apreciação das autoridades competentes. Somente a conclusão regular das investigações e dos procedimentos judiciais permitirão uma compreensão segura e completa dos acontecimentos, razão pela qual se revela recomendável evitar conclusões definitivas de forma precipitada." Posicionamento do hospital Durante a tarde de quarta-feira, o g1 procurou a direção do Hospital São Francisco, que solicitou o envio de um e-mail, que não havia sido respondido até a última atualização desta reportagem. A mensagem foi enviada e questionava se o médico deveria ou não estar na unidade, já que estaria de plantão; se ele foi acionado pela equipe que atendeu a gestante; se agiu com negligência ou omissão em relação à paciente; qual o motivo de não ter sido realizada uma cesariana; e quais providências foram adotadas no âmbito do hospital. As investigações prosseguem para o completo esclarecimento dos fatos. LEIA TAMBÉM: 'Falou que ia me deixar feia para nenhum outro homem me querer', diz mulher que teve cabelo raspado por ex em sessão de tortura em MG Sete mandados de prisão são cumpridos em Montes Claros durante operação contra golpe da ‘falsa garota de programa’ Policiais encontram 100 kg de maconha e insumos usados no plantio e produção da droga em Porteirinha Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.